Abril 2, 2009

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Primeiro “parkour park” este ano

Explosivo

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A Mealhada vai ter o primeiro parque no país dedicado à prática do “parkour”. O projecto está em estudo com os praticantes e deverá arrancar ainda este ano. O acidente ocorrido domingo em Faro ensombrou a modalidade.

O “parkour” vai localizar-se na zona do parque desportivo da Mealhada, e o investimento ainda é desconhecido. A vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Filomena Pinheiro, explica que, como está a ser alvo de estudo, é difícil prever o montante envolvido. “É um projecto com responsabilidade repartida, uma vez que está a ser desenvolvido em conjunto com os praticantes da modalidade”, sublinha.

O espaço pretende evitar que os praticantes de “parkour” usem a rua e locais potencialmente perigosos. José Gama, praticante e instrutor de “parkour”, saúda a iniciativa da Câmara Municipal da Mealhada e adianta que já foram apresentados mais projectos a outras autarquias. “Infelizmente ainda não há nenhum parque, e é necessário retirar os miúdos do perigo”, afirma.

José Gama aborda ainda o acidente de domingo em Faro (ver caixa), alertando para a responsabilidade na prática da modalidade. “Não incentivamos o ‘parkour’ em propriedade privada nem em locais que coloquem em risco o praticante. Neste caso concreto, passavam-se as duas situações”, lembra. Destaca ainda que a idade mínima recomendada para a prática da modalidade é 16 anos, “uma vez que há uma maior sensibilidade perante a vida e uma estabilidade maior a nível físico”.

O instrutor faz a distinção entre o “praticante sério” e o “temerário” de “parkour”. “O primeiro informa-se e depois pratica. O segundo pratica logo, o que é um grande erro”. Avisa ainda que, para quem quer praticar, há muita informação disponível na Internet, e em português, destacando o sítio parkour.pt. “Não estamos a falar de uma actividade rebelde e alguns meios não têm feito a divulgação adequada da modalidade”, defende.

O “parkour” não é, na opinião de José Gama, uma modalidade arriscada. “O ensino é feito em modelo de pirâmide. Os saltos começam ao nível do chão e só se passa de um nível para outro depois de se fazer aquele salto milhares de vezes”, explica.

O acidente de domingo foi o primeiro que se conhece em Portugal durante a prática de “parkour”. “No estrangeiro também são poucos os casos conhecidos”, afirma José Gama. Reconhece que há acidentes que acontecem, “mas tanto podem acontecer no ‘parkour’ como noutra actividade qualquer”.

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