Novembro 3, 2009

Foram executadas ao vivo no muro da Escola Secundária Francisco Simões, no Laranjeiro, sete propostas seleccionadas pelo júri, segundo o divulgado em comunicado.
O primeiro prémio, de 600 euros, foi atribuído a Davi Campos, que optou pelo tema «Healmada – O graffiti faz parte da cidade, nasceu com ela, quanto mais graffiti, mais cidade ela parece».
Seguiu-se no pódio Ricardo Pereira, que recebeu 300 euros, com o tema «Cidade em Movimento – A cidade não é só feita de prédios. A cidade são pessoas e o seu modo de vida. O graffiti é partilha, união de ideias e de culturas que aproximam os seres no seu modo de vida, trazendo mais alegria e cor às ruas».
Por fim, na terceira posição, Diogo Talaia recebeu 100 euros pelo trabalho sobre o tema «Almada Limpa – Mural alusivo à limpeza das ruas e recolha do lixo. O graffiti é uma forma de expressão e melhorar a estética da cidade dado que as cores e os materiais utilizados dão vida às ruas e a qualquer muro».
A iniciativa insere-se na «promoção da qualificação da imagem urbana» e do «respeito pelo espaço público do concelho», visando «reconhecer estas manifestações artísticas como arte urbana de expressão juvenil» E premiando a melhor intervenção em locais designados para o efeito.
Outubro 27, 2009

Nascido em São Paulo, Brasil, Oliveiros Rodrigues da Silva Júnior, com o nome artístico UTOPIA, desde muito cedo teve grande aptidão para a arte, tanto artística como expressiva.
Começa a emergir como escritor urbano com pinturas expressivas e artísticas. A partir 1997, numa altura em que os jovens expressavam as suas revoltas contra o sistema através de riscos expressivos em muros, prédios e outros, aprofundou os seus conhecimentos na arte de Aerografia e Graffiti, transformando o seu estilo de vida e de trabalho.
Participou em inúmeros projectos no Brasil, como no “Arquimedes”, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, no “Parceiros do Futuro”, com aulas teóricas e praticas, ministradas a crianças com carências sociais e económicas, no “Jovem do SESC Bauru” e, também, em várias exposições colectivas e telas concebidas ao vivo em exposições na Fundação Bradesco Osasco.
Em Portugal participou no Evento Mundial de Break Dance “Euro Battle Porto”, em 2008, com o seu Graffiti expressivo, bem como em eventos de Max tuning, com aerografia em carros e Graffiti em lona.
A sua marca é visível em Lisboa, num mural, perto Calçada do Duque, na saída da estação de comboio do Rossio – como um belo cartão de visita a cidade.
Junho 13, 2009

Será o museu municipal de Bristol, cidade onde o artista cresceu, a acolher esta exposição que inaugura sábado com uma centena de obras, rodeada de grande secretismo.
O artista britânico, que assina Banksy como pseudónimo e já expôs em museus nos Estados Unidos e em Israel, tornou-se em pouco tempo uma das grandes figuras internacionais da cultura pop das últimas décadas devido aos graffiti.
Junho 4, 2009

A exposição integra uma dimensão extramuros, onde um Writer será acompanhado na sua actividade por uma equipa de filmagens que produzirá um documentário, outra intramuros que consiste na pintura de um mural do Campus de Caparica e uma terceira indoor, instalação efémera de artes plásticas.
Poderás participar no debate que reúne artistas, investigadores no campo das ciências sociais e outras individualidades que trabalham sobre o tema da arte urbana.
Local: Biblioteca UNL no Campus de Caparica – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Data: 16 de Junho a 11 de Setembro de 2009
Horário: 16 de Junho a 19 de Julho, 2.ª a 6.ª, das 09:00h às 20:00h.
20 de Julho a 11 de Setembro, 2.ª a 6.ª, das 09:00h às 17:00h.
Para mais informações: http://biblioteca.fct.unl.pt
Como cá chegar:
http://www.fct.unl.pt/candidato/como-chegar-a-fct
Abril 2, 2009
Nasceu esta semana a primeira revista totalmente portuguesa dedicada à cultura urbana, a Freestyle, de onde se destacam várias expressões artísticas como o hip hop, MC, DJ, breakdance e graffiti. E é esta última que provoca maior polémica. É que se pintar em muros autorizados é uma forma de arte aplaudida, fazê-lo em prédios dos centros históricos, em monumentos, em carruagens de comboios e de metro, é ilegal e arrisca-se a multa ou pena de prisão.
E é desta forma que também pensa Martim Borges, director da Freestyle. “Eu já faço graffiti há dez anos, mas faço-os de forma legal”, começou por dizer o também fundador da nova revista.
E as imagens de carruagens de comboios da CP com graffiti que aparecem em grande número na Freestyle? “Eu não respondo pelo que os outros fazem. Essa é uma vertente mais crua dos graffiti e que é a que chateia mais as pessoas. Tal como os que são feitos no Bairro Alto, em Lisboa. Acho que nem vale a pena evitar, é algo que vai sempre existir, por mais que a câmara faça limpezas. Se bem que eu acho bem que se limpe. O que lá se passa é demais e dá um aspecto sujo. Mas o Bairro Alto também é conhecido pelos graffiti, é uma das suas imagens de marca, que até já tem fama turisticamente. Até o Elevador da Glória [que faz a ligação entre a Avenida da Liberdade e o Bairro Alto] é visitado por turistas estrangeiros para verem os grafitti. Tornou-se um símbolo da cidade. O que eu não acho bem é fazer-se assinaturas em monumentos”, disse Martim Borges.
O director da revista fez ainda uma ressalva: “Ao contrário do que se pensa, os graffiti não são sinal de violência. O crime que existe no Bairro Alto, como a venda de drogas, não tem a ver com as pessoas que fazem graffiti”.
Quem também não está contra esta forma de arte é o próprio presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que a propósito da limpeza no Bairro Alto falou sobre o assunto. “Não sou completamente contra os graffiti, mas penso que devem ser enquadrados”, disse o autarca, referindo ainda que em breve serão criados “espaços próprios para que os artistas possam dar azo à imaginação”.
Quem não é fã de graffiti, é a Fertagus e a CP, sobretudo se feitos nas suas carruagens. Segundo Paulo Cerqueira, técnico superior da Fertagus, “o custo médio de limpeza de graffiti nos comboios varia entre 15 a 20 euros por metro quadrado”. Já a CP, diz estar atenta ao problema e que a empresa está a reforçar a vigilância”.